Céline Dion voltou a soltar a voz para cantar na abertura dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024 nesta sexta-feira (26). É a primeira vez que a cantora se apresenta desde 2022, quando se afastou após ser diagnosticada com a Síndrome da Pessoa Rígida.
VEJA TAMBÉM: JOGOS OLÍMPICOS: Abertura tem show de Lady Gaga, cancã e muita representatividade
Neste ano, a cantora lançou o documentário Eu Sou: Celine Dion (2024), muito elogiado pela crítica e pelos fãs, mostrando como é ser o ícone Céline Dion e a vida com a Síndrome de Pessoa Rígida.
O que é a Síndrome de Pessoa Rígida?
A Síndrome da Pessoa Rígida é uma doença neurológica muito rara que atinge uma em cada 1 milhão de pessoas. de acordo com o geneticista especialista em doenças raras Roberto Giugliani, cofundador da Casa dos Raros de Porto Alegre.
Ela atinge o sistema nervoso central, provocando espasmos musculares e rigidez nos músculos. Aos poucos, a síndrome vai comprometendo a mobilidade. Quem sofre com a doença, acaba tendo dificuldade de fazer coisas do dia a dia, além de sentir muita dor.
CONFIRA: JOGOS OLÍMPICOS: Quem são as 10 mulheres que ganharam esculturas às margens do Rio Sena?
Quando aparecem e quais são os primeiros sintomas da Síndrome de Pessoa Rígida?
Eles podem aparecer a partir dos 20 anos. Entretanto, por piorar com o tempo, o diagnóstico pode acabar sendo feito mais tarde. Ainda, ela pode acontecer em homens, mas atinge duas a três vezes mais mulheres, segundo ele. Os primeiros sintomas são rigidez muscular e espasmos musculares dolorosos e frequentes, em todo o corpo ou em algumas regiões específicas.
“Por ser uma doença progressiva, o diagnóstico pode ser mais tardio, ocorrendo, geralmente, na faixa entre os 30 e 60 anos”, afirma Giugliani.
Quanto à causa, não se sabe exatamente o que leva uma pessoa a desenvolver a síndrome. “Porém, acredita-se que a doença seja autoimune, com o organismo produzindo anticorpos anormais que atacam o sistema nervoso.”
FIQUE POR DENTRO: ENTRE NA NOSSA COMUNIDADE NO WHATSAPP
Sintomas da Síndrome de Pessoa Rígida
- Espasmos musculares involuntários e doloridos, cuja frequência pode aumentar com a evolução da doença;
- Rigidez dos músculos, principalmente do pescoço, costas e membros superiores;
- Aumento do tamanho dos músculos, inicialmente no tronco e abdômen;
- Aumento da sensibilidade a estímulos que podem causar espasmos musculares, como toques, ruídos e angústia emocional.
Como funcionam os tratamentos
O geneticista explica que não há cura para a síndrome, mas os tratamentos adequados podem aliviar os sintomas e levar mais qualidade de vida aos pacientes.
Eles são feitos com medicações e técnicas terapêuticas, para relaxar os músculos. O objetivo é controlar a rigidez muscular.
“A abordagem é personalizada, pois depende das condições de cada paciente, como gravidade dos sintomas e a resposta às terapias”, explica.
LEIA TAMBÉM