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EDUCAÇÃO

"Situações absurdas nas escolas": O que diz o Cpers sobre professores assumirem a limpeza por falta de profissionais

Situação passa de um mês, impactando a rotina dos profissionais da educação

Publicado em: 03/06/2026 às 15h:20 Última atualização: 03/06/2026 às 15h:27
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A falta de profissionais de limpeza nas instituições da rede estadual de ensino tem levado professores, orientadores e diretores a assumirem essas tarefas, gerando preocupação na comunidade escolar e indignação em órgãos da esfera educacional, como o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers).

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Escolas estaduais enfrentam a falta de profissionais da limpeza, impactando na rotina de professores e diretores | abc+



Escolas estaduais enfrentam a falta de profissionais da limpeza, impactando na rotina de professores e diretores

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

De acordo com nota da entidade, a matéria divulgada pelo Jornal NH e portal ABCmais entre a terça-feira (2) e quarta-feira (3) mostra o descaso do governo do RS com a educação pública.

A reportagem traz à tona a dificuldade de pelo menos três escolas de Novo Hamburgo e região onde os educadores precisam assumir serviços de limpeza há mais de 45 dias.

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“A situação é tão crítica que se tornou rotina as direções atendendo suas inúmeras funções administrativas e, ao mesmo tempo, trabalhando na preparação de refeições para os alunos e limpeza do espaço escolar, visto a falta de agentes educacionais (merenda e limpeza), atendendo as turmas porque também faltam professores nas escolas e professores atendendo mais de uma turma ao mesmo tempo”, afirma o Cpers.

O Sindicato elaborou um documento denunciando a situação da rede estadual. “É importante observar duas situações absurdas nas escolas, através do projeto do Governo Eduardo Leite: a falta de recursos humanos em junho, metade do ano, prejudicando imensamente os alunos e o andamento do ano letivo”, pontua. A segunda diz respeito ao aumento das atividades dos profissionais da educação.

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“Outro grave problema é a rotina burocrática imposta sobre os professores. As inúmeras planilhas e metas aumentam a sobrecarga de trabalho e servem para alimentar as ONGs com dados sobre a educação pública, provocando falta de tempo para atender as diferentes demandas específicas, como a inclusão, acolhimento e mediação de conflitos dentro do ambiente escolar”, enfatiza.

Por fim, em nota, o Cpers ressalta a importância da divulgação da situação nas escolas, “para que cada vez mais a população participe da defesa de uma educação pública de qualidade e que tenha estrutura para atender as expectativas da comunidade escolar”.

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O que diz a Seduc

Ao ser procurada pela reportagem, a Seduc comunicou que atua diariamente para disponibilizar profissionais da educação, servidores de limpeza e merenda para o atendimento às escolas da rede estadual.

“Pelo número expressivo de instituições de ensino e pessoal, a Seduc trabalha ao lado das coordenadorias regionais em todo o Estado diante da necessidade de reposição de servidores em razão de aposentadorias, licenças, entre outros tipos de afastamento”, esclarece, em nota.

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Sobre o motivo da falta de profissionais, o órgão não se manifestou. 

Veja vídeo

Com falta de profissionais da limpeza, professores e diretores precisam abraçar novas demandas
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