A Região Sul do Brasil já sentirá os efeitos do El Niño que começa a se instalar no Oceano Pacífico a partir da segunda metade de junho. O fenômeno segue em aumento acelerado do aquecimento nas águas superficiais na faixa equatorial, o que significa que os estados sentirão os impactos “muito em breve”.
Esta é a previsão da meteorologista Estael Sias, que explica que, de acordo com análise da MetSul, as primeiras áreas a serem atingidas com chuva acima a muito acima da média nos próximos 45 dias são os territórios do Paraná e de Santa Catarina.
No Rio Grande do Sul, o maior risco se concentrará na metade norte. No entanto, o período mais crítico para o Estado será entre o fim do inverno e o decorrer da primavera.
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Foto: MetSul
Para se ter uma ideia, o mapa do modelo do Centro Meteorológico Europeu aponta acumulados de 100 a 200 milímetros no Paraná, com possibilidade de marcar acima de 250 milímetros, nos próximos 15 dias.
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“Um padrão de chuva acima da climatologia histórica deve se manter no final deste mês e em ao menos parte de julho entre Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo com o território paranaense ainda recebendo volumes de chuva superiores ao normal para a época do ano”, esclarece Estael.
Ela salienta ainda que o aumento da chuva em estados mais ao norte da Região Sul do Brasil nas próximas semanas terá, entre outras causas, a passagem de um pulso da Oscilação de Madden-Julian pelas coordenadas da América do Sul, e ainda o avanço de ar mais frio pelo Cone Sul com ar quente no Centro do Brasil.
Período mais crítico para chuva excessiva no Rio Grande do Sul
Será entre a metade de agosto e o final de novembro — metade do inverno e decorrer da primavera — o período considerado “de muito alto risco” para chuva volumosa no Sul do Brasil, em especial, o Rio Grande do Sul.
“Será neste período que o Rio Grande do Sul deve ser mais afetado por chuva excessiva e mesmo extrema neste ano devido ao El Niño, com algumas cidades podendo registrar volumes de até 500 mm ou mais em apenas um mês, especialmente na metade oeste gaúcha.”
A meteorologista reforça que o segundo semestre deste ano “é de grande perigo de cheias de rios, inundações, enchentes, deslizamentos de terra, tempestades severas de granizo e vento destrutivos”. “Algumas cheias de rios podem ser significativas”, pontua Estael.