Os professores Juliana Bohn, Elisandra Fagundes, Janaína Menezes, Maria de Fátima Gonçalves, Melina Wasem, Jaqueline Grassmann, Daniella Neres Nogueira, Felipe Steigleder e Caroline Reimundo da Escola Pindorama de Novo Hamburgo realizaram um trabalho através da leitura semanal do Jornal NH durante o primeiro semestre de 2022 com as turmas A e B do 4º ano. Confira abaixo o trabalho compartilhado pelos professores.
Vidas e guerras: Histórias sobre liberdade e esperança por dias “NO TRETAS”.
Cada ano letivo que inicia traz consigo o desafio de potencializar habilidades adequadas ao período de desenvolvimento dos estudantes, assim como proporcionar espaço para a criação da identidade do novo grupo que se forma. Na busca pelo desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como autoconhecimento, respeito ao outro e formação da identidade de grupo, vivenciamos experiências entrelaçadas às outras áreas do conhecimento, culminando com a realização deste projeto.
A Guerra da Ucrânia despertou grande interesse dos estudantes desde seu início, em fevereiro de 2022, perguntas sobre o porquê das guerras acontecerem permearam nossas aulas, tendo, como pano de fundo, a leitura semanal do Jornal NH. A partir desta leitura e de outras realizadas também na plataforma Elefante Letrado, surgiu o interesse por saber mais sobre a história de pessoas que tiveram suas vidas afetadas pela guerra.
O livro “O diário de Anne Frank” foi lido na aula de Língua Inglesa e Língua Materna, através de edições adaptadas e também do livro original. Conhecer o cotidiano de alguém que perdeu sua casa, amigos, escola e todos os referenciais de vida por causa da guerra foi impactante para os estudantes. O Holocausto foi um dos maiores horrores vividos recentemente pela humanidade e consideramos importante que as novas gerações saibam o que foi vivido para que, dentro daquilo que suas possibilidades como cidadãos lhes permitam, possam refletir e viver escolhas que prezem sempre pela vida, esperança e liberdade.
Para além de acumular informações, o projeto vivido despertou emoções, fez pensar, colocou os pés dos estudantes em outras realidades, proporcionando crescimento a eles como “seres humanos”, tocando seus corações e também fazendo com que pudessem refletir sobre as pequenas guerras que vivemos em nossos cotidianos.
Como eles mesmo dizem, queremos um mundo “no tretas” e para que isso aconteça, precisamos estar atentos diariamente, a cada conflito, a cada palavra dita aos que conosco convivem, tornando assim o mundo, o universo individual de cada um de nós, um lugar melhor para se viver.
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