Professores da rede municipal de Novo Hamburgo prometem cruzar os braços a partir das 12 horas desta quarta-feira (5). A paralisação foi definida durante assembleia da categoria realizada de forma virtual pelo Sindicato dos Professores Municipais (SindiProf-NH) na última quinta-feira (30), e acontece como forma de protesto contra a reforma da previdência municipal que começa a ser votada na Câmara de Vereadores justamente a partir de quarta-feira (5), aniversário do município.
A programação prevê que a partir das 12 horas os professores não estarão mais em sala de aula e iniciam uma concentração em frente à Câmara de Vereadores para acompanhar o começo da votação sobre as mudanças no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem) e no modelo previdenciário do município. A presidente do SindiProf-NH, Luciana Martins, diz esperar uma grande participação dos professores nos protestos. “Acreditamos em quase a totalidade dos professores (paralisados).”
Os vereadores se reúnem a partir das 14 horas de quarta-feira para debater o projeto que tramita na Câmara desde o final do ano passado mas acabou não sendo votado até agora. O sindicato é contrário à proposta que está prevista para ser votada na sessão de quarta e na próxima segunda-feira (10). De acordo com os sindicalistas, após a sessão de quarta-feira, uma nova reunião será realizada para definir os próximos passos do movimento.
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O que diz o governo
Procurada pela reportagem nesta segunda-feira (3), a Prefeitura de Novo Hamburgo não se manifestou sobre um plano de contingência em caso de paralisação dos professores. O dia foi de feriado nos órgãos públicos, antecipando as comemorações de emancipação de Novo Hamburgo, celebrada em 5 de abril.
Por meio de nota, o governo municipal defendeu a reforma previdenciária proposta ainda no ano passado e afirmou que as finanças do Ipasem podem entrar em colapso sem a reforma. “O Fundo da Previdência do Ipasem e a própria cidade terão suas finanças colapsadas se nada for feito. Por isso, reafirma também que a paralisação anunciada pelo Sindiprof não faz sentido e manterá o expediente e os serviços normalmente nesta quarta-feira, 5”, afirma o governo.