Desde quinta-feira (9), máquinas e caminhões da prefeitura de São Leopoldo e da Construsinos trabalham na via que dá acesso ao dique da Vila Brás, localizado no limite com Novo Hamburgo, junto à Casa de Bombas do bairro Santo Afonso.
O acesso do maquinário é realizado pela ponte da Rua Managuá, no bairro Santo Afonso, movimento acompanhado pelos moradores. O dique, construído em argila na década de 1970, tem 8,8 metros de largura, o que permite o trânsito de veículos para a realização das obras. Em Novo Hamburgo, a estrutura começa na altura da Rua Ottawa.
O dique teve rompimento, de cerca de 40 metros, na Vila Brás, e protege também a Vila Palmeira, na cidade hamburguense. A região, que recebe as águas do Arroio Gauchinho, permanece completamente alagada e com a casa de bombas do Santo Afonso fora de funcionamento, pois os equipamentos colapsaram.
De acordo com os operários, ainda não foi possível alcançar o dique, pois a estrada está sem condições de tráfego e, por isso, o caminho está sendo coberto com pedras.
Nesta sexta-feira (10) completa uma semana que o dique do Arroio Gauchinho, com 9,5 metros de altura, transbordou devido ao grande volume de chuvas.
Por conta da situação, a prefeitura de São Leopoldo montou uma força-tarefa a fim de fazer obras emergenciais. “Vamos trancar a água e, quem sabe, na semana que vem, tenha pouca água na Campina e Vila Brás”, projeta o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi.
A Prefeitura de Novo Hamburgo aguarda a chegada dos técnicos do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército, para avaliar a situação estrutural do dique, na noite desta sexta-feira. A comitiva de três professores especialistas em construção de diques se desloca do Rio de Janeiro em um avião da Força Área Brasileira (FAB), que trará suprimentos para o Estado.
Veja vídeo da dimensão do rompimento do dique
LEIA TAMBÉM