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BRASÍLIA

PGR denuncia mais 152 por atos golpistas; penas podem chegar a 9 anos de prisão

Denunciados foram pessoas detidas no Quartel General do Exército, em Brasília, de onde saiu o grupo que atacou as sedes dos Três Poderes

Publicado em: 04/02/2023 às 17h:09 Última atualização: 22/01/2024 às 13h:16
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou mais 152 pessoas pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro. Ato todo, já foram apresentadas ações contra 653 pessoas na Justiça. Os crimes enquadrados na denúncia do Ministério Público podem levar os extremistas a cumprirem penas de até nove anos de prisão.

PGR denuncia mais 152 por atos golpistas; penas podem chegar a 9 anos de prisão



PGR denuncia mais 152 por atos golpistas; penas podem chegar a 9 anos de prisão

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

As últimas denúncias foram apresentas entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Os denunciados foram pessoas detidas no Quartel General do Exército, em Brasília, de onde saiu o grupo que atacou os Três Poderes. Eles são acusados dos crimes de associação criminosa e de incitar a animosidade entre as Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais, condutas ilegais previstas no Código Penal.

Os ataques deixaram um rastro de destruição nas sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Além disso, os extremistas ameaçaram ministros do Supremo, congressistas e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo defendia intervenção militar e prisão de Lula. O Estadão identificou 88 golpistas que participaram dos ataques no dia 8 de janeiro e mostrou que a ação foi premeditada.

Segundo o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que assina as denúncias, o QG do Exército apresentava “evidente estrutura a garantir perenidade, estabilidade e permanência” dos manifestantes que defendiam a tomada do poder. Além da condenação e prisão, a procuradoria também pede o pagamento de uma indenização “em razão dos danos morais coletivos evidenciados pela prática dos crimes imputados”.

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