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RIFAS VIRTUAIS

Casal de influenciadores preso pela terceira vez é investigado também por esquema com policiais militares

Investigação envolvendo rifas virtuais revelou rede de proteção e informações privilegiadas para o casal Gladison Pieri e Pamela Pavão

Publicado em: 05/06/2025 às 15h:43 Última atualização: 05/06/2025 às 16h:52
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A Polícia Civil voltou a prender preventivamente o casal de influenciadores Gladison Pieri e Pamela Pavão, no meio da noite desta quarta-feira (4), em nova fase da batizada Operação Dubai.

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Gladison Pieri e Pamela Pavão acabaram presos novamente na noite desta quarta-feira (4)



Gladison Pieri e Pamela Pavão acabaram presos novamente na noite desta quarta-feira (4)

Foto: REPRODUÇÃO

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Segundo a Polícia, mesmo que continuassem sendo investigados, os dois permaneciam, por meio de “laranjas”, se valendo de rifas on-line para faturar alto e seguir ostentando vida de luxo.

Esta fase da operação também revelou a participação de agentes públicos, que garantiriam proteção e informação privilegiadas ao casal. A suspeita é que Policiais Militares (PMs) participassem do esquema.

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A apuração revelou uma suposta rede de proteção envolvendo soldados da Brigada Militar (BM). Segundo depoimento dos influenciadores, um PM trabalhava diretamente prestando segurança.

A Polícia aponta ainda para um relacionamento pautado por lealdade e amizade entre policiais e os investigados. Alguns militares participaram ativamente de eventos sociais do casal.

A situação se agravou, conforme a Polícia, com a suspeita de uso indevido de sistemas sigilosos da segurança pública para repassar informações estratégicas ao casal de influenciadores, quando houve acesso indevido aos bancos de dados institucionais.

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Lamborghini por R$ 2 a aposta

Foi no dia 6 de agosto de 2024 que a Polícia Civil lançou a batizada Operação Dubai, quando o casal Gladison Pieri e Pamela Pavão acabou levado à cadeia por suspeita de coordenar as rifas ilegais e lavagem de dinheiro.

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O caso é apurado pela 3ª Delegacia de Polícia (DP) de Canoas. Conforme a delegada Luciane Bertoletti, a prisão do casal reacende o debate sobre o uso das redes sociais como plataforma de promoção de atividades ilegais.

“Quando a Justiça decidiu que eles sairiam da prisão, havia uma série de determinações que deveriam ser seguidas. Uma delas era não voltar a incorrer nos crimes, mas eles continuavam divulgando as rifas on-line”, explica.

A Polícia destaca que o casal chegou a movimentar R$ 80 milhões em dois anos, quantia empregada em viagens, carros de luxo e imóveis milionários adquiridos por meio das rifas.

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“Quem é que não gostaria de ganhar uma Lamborghini ao investir a quantia de R$ 2 na aposta?”, argumenta a secretária. “Eles vendiam este sonho no Brasil inteiro. Tudo graças a imagem vendida nas redes e a ostentação.”

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Não há perseguição

Diferentemente do que é propagado por meio das redes sociais, o diretor da Polícia Civil em Canoas garante que o casal não vem sofrendo perseguição policial. O que existe somente é a recorrência dos crimes, motivo pelo qual foram presos.

“O comportamento deles nas redes sociais é irrelevante à Polícia. O inquérito não leva em conta se houve deboche às instituições”, frisa o delegado Cristiano Reschke. “O que é levado em conta é que continuavam praticando os crimes mesmo após serem presos.”

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Operação organizada pela Polícia Civil na noite desta quarta-feira (4) levou à cadeia casal de influenciadores pela terceira vez



Operação organizada pela Polícia Civil na noite desta quarta-feira (4) levou à cadeia casal de influenciadores pela terceira vez

Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO

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Entenda o caso

Gladison Pieri e Pamela Pavão estão envolvidos em um esquema denunciado à Polícia Civil com rifas que eram manipuladas para sorteios com milhões de apostas em que quase ninguém levava o prêmio.

Os sorteios eram montados com um número de participantes até a casa dos 100 mil, porém, os organizadores adicionavam um dígito à quantidade de alguns jogos. Com isso, muitos apostadores sequer alcançavam as cotas.

A Polícia também apurou que alguns prêmios eram entregues, mas para pessoas próximas ao casal, inclusive, mais de uma vez, e que a posterior divulgação nas redes auxiliava na prática fraudulenta.

Também foi apontado pela investigação que o valor pago pelas rifas era depositado direto em contas pessoais do casal, o que é irregular e motivou a contratação de uma empresa de título de capitalização.

A maioria das vítimas identificadas pela Polícia Civil faz parte das classes “C” e “D”, que eram atraídas pelo “kit milionário” divulgado nas redes sociais por Pieri e Pamela.

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Sem retorno

A reportagem tentou contato com a defesa do casal Gladison Pieri e Pamela Pavão, porém não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Sem contato

Também houve uma tentativa de contatar o comando da Brigada Militar para esclarecer sobre a conduta dos Policiais Militares (PMs) envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.

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